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Setembro Verde: campanha incentiva doação de órgãos em Minas

Setembro Verde: campanha incentiva doação de órgãos em Minas

O mês de setembro foi escolhido pelo Governo de Minas para uma campanha de incentivo a doação de órgãos. É o Setembro Verde, que pretende conscientizar as pessoas sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

A iniciativa, feita por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), é promovida em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado em 27 de setembro. Mas a campanha já começou a ser veiculada a partir deste sábado (1º) e segue por todo o mês.

“Atualmente, cerca de 40% das famílias recusam a retirada de órgãos para a doação. Para que esse percentual possa ser ainda menor, permitindo a realização de mais transplantes, é importante orientar as pessoas a falarem com sua família sobre o desejo de ser um doador e salvar vidas”, explica a médica consultora da SES-MG, Galzuinda Figueiredo Reis.

Segundo o coordenador do complexo MG Transplantes, Omar Cançado Junior, “as principais dificuldades enfrentadas pela captação dos órgãos são a baixa notificação pelos hospitais do estado de potenciais doadores, e o aumento na taxa de recusa familiar no momento da solicitação de doação”.

Seja um doador
Para ser um doador, o principal é informar o desejo à família porque, após o diagnóstico de morte encefálica, ela é consultada e orientada sobre este processo.

A morte encefálica, mais conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a perda da consciência e da capacidade de respirar; o que significa que o individuo está morto. O coração permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser utilizados para transplante.

Quando o doador é uma pessoa falecida, podem ser retirados para transplante duas córneas, dois rins, dois pulmões, fígado, coração, pâncreas, intestino, pele, ossos e tendões. Ou seja, um único doador pode salvar muitas vidas.

Também é possível ser doador em vida, sem comprometer a saúde. Nesses casos, é possível doar tecidos, rim e medula óssea. Ocasionalmente, também é possível doar parte do fígado ou do pulmão.
O Brasil possui o maior sistema público de transplantes no mundo. Em 2016, mais de 90% dos processos realizados no país foram financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde os pacientes possuem assistência integral, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

Em Minas Gerais é possível fazer transplantes de coração, córnea, fígado, medula, pâncreas, pele, rim, rim conjugado com pâncreas e tecido ósseo.
Fonte:.hojeemdia.com.br