Laboratório Sagrada Família

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As baixas temperaturas e os riscos de complicações cardiovasculares

As baixas temperaturas e os riscos de complicações cardiovasculares

Os dias frios sempre despertam preocupação em relação a doenças respiratórias, como gripes, resfriados e rinites alérgicas. Poucos sabem, no entanto, que as baixas temperaturas representam também risco de complicações cardiovasculares. Há uma incidência 10% a 18% maior de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) durante o inverno.

A relação entre frio e doenças cardiovasculares tem na hipertensão arterial uma das principais causas. Quando sentimos frio, ocorre a liberação de uma substância, um tipo de catecolamina, que contrai os vasos sanguíneos, em especial as artérias. Esse é um mecanismo que diminui a dissipação do calor, muito importante para enfrentarmos o frio. Por outro lado, ele provoca a diminuição do calibre arterial, que aumenta a resistência contra a qual o coração necessita bombear para movimentar o sangue, além de dificultar a própria circulação nas diversas partes do organismo, já que o fluxo de sangue acontece num vaso com menor calibre. Essa situação provoca uma sobrecarga para o coração e um risco especial para o cérebro.

Além disso, podem ocorrer alterações no perfil metabólico durante os dias mais frios. A elevação dos níveis de colesterol, causada pelo consumo de alimentos mais gordurosos, é uma delas. O colesterol em excesso pode formar perigosas placas de gordura que, com o tempo, podem obstruir e comprometer o fluxo sanguíneo nas artérias do coração e do cérebro resultando, respectivamente, no ataque cardíaco e no acidente vascular cerebral.

As pessoas que correm mais riscos de apresentar problemas cardiovasculares no frio são as que já sofrem de doenças cardíacas, obesidade, hipertensão arterial e diabetes. Isso é ainda mais grave se cursar concomitantemente com a doença aterosclerótica. O frio excessivo pode levar à ruptura de uma placa aterosclerótica, o que causa a trombose intravascular e a obstrução da artéria.

É por isso que, no que tange à prevenção do infarto e do AVC, o controle dessas condições de saúde é a principal recomendação dos médicos. Controlar os fatores de risco é essencial. Isso envolve parar de fumar e adotar a prática regular de atividade física, além, claro, de estar atento aos níveis do colesterol, à pressão arterial e ao controle do diabetes mellitus. Fica claro também que a exposição ao frio se torna uma preocupação, e, por isso, deve ser evitada.

A população de faixa etária mais avançada é a mais propensa a essas complicações. Acredita-se que o idoso, por possuir uma reserva fisiológica mais restrita, tenha menos capacidade de enfrentar essas condições e responda com aumento exacerbado dos níveis de pressão arterial e transtornos mais frequentes de coagulação sanguínea, além de mais propensão às infecções típicas do frio, que podem ser fatores desencadeantes de eventos cardiovasculares.

Fonte: Fleury Medicina e Saúde